Transmissores
de Temperatura
Os
Transmissores de Temperatura são utilizados nas mais variadas
aplicações na indústria de processo para controle
da temperatura e são constituídos por circuitos eletrônicos
com tecnologia SMD, que ao receberem um sinal proveniente de RTDs,
termopares ou sensor-mV são capazes de processá-lo
em um sinal analógico (ex. 4
20 mA) totalmente linear
e proporcional a variável de processo temperatura. Eles têm
em comum o fato de converterem uma energia muito pequena dos termoelementos
de forma a emitirem um sinal elétrico amplificado e estável
a ruídos, sem esta amplificação os resultados
da medição seriam comprometidos e suscetíveis
a interferências presente no ambiente indutrial. Além
disso, a relação matemática entre a temperatura
e o valor elétrico gerado é definida individualmente,
para cada tipo de sensor.
O sinal do elemento sensor é transmitido como sinal elétrico
através de uma sucessiva cadeia de medições,
conforme ilustra a Fig.1, para processamento adicional e para controle
o processo de produção.

Para ampliar clique na imagem acima.
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O
primeiro passo é coletar o sinal elétrico do elemento
sensor. Isto inclui amplificar, padronizar e transformar o sinal
de medição em sinais adequados ao processamento ou
transmissão e nas formas de representação elétrica
e matemática. Se forem usados transmissores de cabeçote,
esta transformação pode ocorrer muito próxima
ao processo de produção. Em outros casos, o sinal
de saída (4
20 mA) é primeiramente transmitido
ao centro de controle para processamento adicional nos controladores
e PLCs. O sistema de controle de processo fecha o circuito com sinais
de controle que retroalimentam os atuadores do processo.
Funções
básicas dos transmissores
A
principal de um transmissor é transformar o sinal individual
do sensor em um sinal padronizado, adequado para transmissão.
Isto implica na passagem do sinal através de diversas etapas
de processamento e conversão:
-
Captar o sinal do termoelemento (PT100, termopar ou sensor-mV)
-
Amplificar o sinal de medição.
-
Linearização/Equalização do sinal de
medição
Como regra, a relação matemática entre variáveis
de processo como a temperatura e o sinal do sensor não é
linear. Normalmente, é necessária uma relação
linear entre a variável de processo e sua representação
por um sinal padronizado. Essa linearização ou equalização
é realizada nesta etapa da conversão.
-
Conversão do sinal de medição linearizado em
um valor de saída padronizado
Existem diversos requisitos adicionais que devem ser cumpridos para
que essa cadeia de conversões funcione, na prática,
com confiabilidade e exatidão suficientes. Esses requisitos
podem não ser uniformemente definidos para todos os transmissores.
Existem
diversas normas sobre equipamentos elétricos que abordam
esse tema.
Os
requisitos são impostos em relação ao efeito
das interferências externas, tais como:
- Temperatura ambiente, geralmente 0 a 70ºC no centro de controle
e -40 a 85ºC no campo;
- Mudança de pressão atmosférica, pressão
de gás ou de água em aplicações submarinas;
- Umidade ambiente. A condensação ocasional ou contínua
pode ocorrer em alguns casos;
- Ambientes agressivos, tais como sulfuroso ou amoniacal, vapores
ácidos e outros agentes corrosivos;
- Interferência eletromagnética de todos os tipos.
Transmissor
Analógico de Temperatura
Um
transmissor analógico de temperatura converte o sinal de
entrada proveniente de RTDs e termopares em um sinal analógico
(ex. 4
20 mA) linear e proporcional a temperatura sem utilizar
para isso, processadores e conversores digitais. As variáveis
de saída de um termoelemento como resistência ou tensão
são captadas, linearizadas e compensadas e sempre existem
diretamente na forma analógica não sendo representadas
internamente por estados lógicos ou digitalizados para o
processamento posterior.
Suas
principais vantagens são:
- Baixo custo de produção quando não se necessita
de grande exatidão;
- poucos componentes são usados no circuito;
- "Leve resposta" à interferência, ou seja,
o surgimento de erro é geralmente proporcional à interferência;
- Uso de tecnologia consolidada: as características dos componentes
são bem conhecidas, como desvios e falhas;
- O baixo consumo de energia diminui custos e reduz o envelhecimento
dos componentes;
A
figura acima mostra um transmissor analógico, com
saída 4 a 20 mA, a dois fios. A faixa de medição
é configurada por software.
Transmissor
Digital de Temperatura
Um
transmissor digital de temperatura é aquele que converte
o sinal de entrada proveniente de RTDs, termopares ou sensores-mV
com circuitos eletrônicos internos como processadores e conversores
digitais A/D e D/A. Os dados da medição são
representados por estados lógicos e números. A etapa
posterior de processamento é realizada principalmente no
microprocessador tendo como base informações matemáticas
não mais na forma analógica. Na etapa final, o valor
é convertido em um sinal de saída analógico,
por exemplo 4 a 20 mA de corrente. Os transmissores digitais possuem
uma interface digital de comunicação, que é
usada para o ajuste interno e a parametrização do
transmissor.
Este
é um transmissor digital. Pode ser montado em
cabeçote ou trilho; a saída é 4 a 20 mA, a
dois fios e a entrada configurada por software, bem como a faixa
de medição.
As
vantagens dos transmissores digitais são listadas a seguir:
- Para tolerâncias estreitas, custam menos do que as soluções
analógicas
- Flexibilidade na adaptação a condições
específicas da medição tais como faixa, tipo
de sensor etc;
- Boas possibilidades de se fazerem correções internas
quando existirem interferências externas: devido à
temperatura ambiente, EMC ou outros efeitos físicos podem
ser compensados por correções matemáticas e
funções de filtragem;
- É possível um alto nível de autocontrole
via processador através de funções de verificação
integradas;
- Dados adicionais (como manutenção e diagnóstico)
podem ser verificados internamente via software;
- É possível a fácil linearização
e processamento de curvas características complexas;
- É possível a interligação diferentes
sensores (ex: medições internas e externas)
- Depois da conversão o sinal é à prova de
erro e inteferência.
Transmissão
do Sinal
A
transmissão do sinal também pode ser analógica
ou digital.
Foram
desenvolvidas diversas interfaces analógicas, como resultado
das várias áreas de aplicação na indústria
(laboratórios, centros de controle, áreas de processo)
e do estado da tecnologia no momento da introdução.
Essa interface analógica padrão é classificada
em dois grupos, de acordo com o modo de transmissão: transmissão
de tensão e transmissão de um sinal de corrente.
Várias
interfaces padrão, muitas das quais desenvolvidas para outras
finalidades, estabeleceram-se para diferentes casos de aplicações
em sistemas computadorizados. Basicamente, essas interfaces podem
ser caracterizadas como serial ou paralela, de acordo com o modo
de transmissão dos dados.
Os
protocolos SMART ou HART baseiam-se na transmissão de áudio
freqüência, de 1200 e 2400 Hz.
Outro
modelo digital, pode ser montado
em cabeçote ou trilho; a saída é 4 a 20 mA
+ HART, a dois fios e a entrada configurada por software, bem como
a faixa de medição.
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