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Termoresistências 
Aproximadamente 16% de todo o processo de instrumentação mede, indica
ou controla a temperatura. Ainda que invariavelmente uma
termoresistência tende a ter um tempo de resposta mais lento que
termopares, a termoresistência oferece vantagens sobre os termopares
na aplicação industrial destes sensores de temperatura. Para
temperaturas acima de 850°C, termopares devem ser usados, mas para
temperatura até 850°C, as termoresistências oferecem uma alternativa
melhor, porque possuem uma grande estabilidade e pequena susceptibilidade
à contaminações. Uma propriedade física de um metal é que
sua resistividade elétrica muda com
a temperatura. O coração da termoresistência é o elemento da resistência.
Os metais mais comumente utilizados para termoresistências são:
Platina, Cobre e Níquel. Basicamente existem três razões que configuram
a seleção desses metais sobre outros. Primeiramente, estes
três metais são disponíveis muito próximos de sua pureza máxima
(forma pura). Isto é importante para assegurar constância e repetibilidade
no processo de fabricação.
Em segundo lugar, estes metais oferecem uma relação excelente:
temperatura x resistência. Quando não perfeitamente linear, eles
são muito mais lineares que termopares. Por último, estestrês
metais oferecem condições para serem processados em fios extremamente
finos. Isto é muito importante na construção de elementos tipo resistência,
que são as mais utilizadas industrialmente. E a Platina é
o metal mais comumente utilizado, em função da melhor relação temperatura
x resistência, à larga faixa de temperatura (-200 à +850°C) que
pode operar, à menor condição de contaminação, bem como à melhor
estabilidade.
COEFICIENTE DE TEMPERATURA E RESISTÊNCIA NOMINAL
O coeficiente de temperatura, ou o alfa de uma termoresistência
é uma propriedade física e elétrica da liga do metal e do método
pelo qual o elemento foi fabricado. O alfa descreve a mudança média
da resistência versus a temperatura, do ponto de gelo ao ponto de
ebulição da água. As termoresistências mais utilizadas, trabalham
com o coeficiente de temperatura ou “alfas” da norma DIN 43760 (IEC
751): 0.00385 Ohms/Ohm/°C. Estas normas especificam o padrão baseado
em 100 Ohms à 0°C.
|
CLASSES DE TEMPERATURA
|
|
TEMP.
|
CLASSE A
|
CLASSE B
|
|
°C
|
W
|
°C
|
W
|
°C
|
|
-200
|
±
0,24
|
±
0,55
|
±
0,56
|
±
1,3
|
|
-100
|
±
0,14
|
±
0,35
|
±
0,32
|
±
0,8
|
|
0
|
±
0,06
|
±
0,15
|
±
0,12
|
±
0,3
|
|
+100
|
±
0,13
|
±
0,35
|
±
0,30
|
±
0,8
|
|
+200
|
±
0,20
|
±
0,55
|
±
0,48
|
±
1,3
|
|
+300
|
±
0,27
|
±
0,75
|
±
0,64
|
±
1,8
|
|
+400
|
±
0,33
|
±
0,95
|
±
0,79
|
±
2,3
|
|
+500
|
±
0,38
|
±
1,15
|
±
0,93
|
±
2,8
|
|
+600
|
±
0,43
|
±
1,35
|
±
1,06
|
±
3,3
|
|
+650
|
±
0,46
|
±
1,45
|
±
1,13
|
±
3,6
|
|
+700
|
-
|
-
|
±
1,17
|
±
3,8
|
|
+800
|
-
|
-
|
±
1,28
|
±
4,3
|
|
+850
|
-
|
-
|
±
1,34
|
±
4,6
|
A tolerância permitida entre o valor normal e a temperatura real
depende tanto da classe de tolerância da termoresistência e da temperatura.
Além dessas classes normalizadas de tolerâncias (classe A e B),
existem tolerâncias especiais. (1/2, 1/3 ou 1/10 da classe B a 0°C).
Estas tolerâncias reduzidas se referem a temperatura de 0°C
e estas classes de tolerância são aplicadas para temperatura de
até 200°C.
DETALHES
CONSTRUTIVOS
Por
regra geral, as Termoresistências requerem a utilização de uma proteção
adequada e específica para a temperatura e o ambiente onde serão
instalados. Como a medição de temperatura tem múltiplas formas de
aplicação, dispõe-se de um grande número de modelos que se diferenciam
em sua faixa de medição, seu dimensional e sua técnica de conexão,
para a fabricação de Termoresistências que possam garantir um resultado
correto em sua aplicação, necessita-se uma grande experiência para
selecionar os materiais corretos e para assegurar sua estabilidade
e repetibilidade grande em uso.
TEMPERATURA
DE USO DAS TERMORESISTÊNCIAS
|
Tipo Sensor
|
Range
|
|
Platina
|
-200° à +850°C
|
|
Níquel
|
-50° à +300°C
|
|
Cobre
|
-30° à +150°C
|
CONFIGURAÇÃO
DA FIAÇÃO LIGAÇÃO
À 2, 3 OU 4 FIOS
Uma termoresistência é um sensor a 2 fios, mas a resistência do
fio de ligação pode reduzir drasticamente a exatidão da medida
de temperatura. A maioria das aplicações adicionam um terceiro
fio (3 fios) para ajudar ao circuito compensar a resistência do
fio de ligação e assim fornecer uma indicação mais verdadeira
da temperatura medida. A Termoresistência de 4 fios fornece
a compensação ligeiramente melhor, e é utilizada onde a exatidão
elevada é requerida. Quando usada conjuntamente com um instrumento
a 3 fios uma Termoresistência a 4 fios não fornecerá nenhuma exatidão
melhor. Se o quarto fio não for conectado, o dispositivo será
somente tão bom quanto uma Termoresistência a 3 fios.
TABELA PARA USO DOS CONDUTORES

|
Fio / Isolação
|
Temperatura máxima
|
|
Cobre / PVC
|
105°C
|
|
Cobre Prateado / Teflon
|
205°C
|
|
Cobre Niquelado / Teflon
|
260°C
|
|
Cobre / Fibra de Vidro
|
300°C
|
|
Níquel
|
850°C
|
CONEXÃO DOS CONDUTORES
|
Tipo
|
Temperatura recomendada
|
|
Solda
|
-30° à +120°C
|
|
Adesivo
|
-50° à +150°C
|
|
Grampo
|
-50° à +200°C
|
|
Solda a Ponto
|
-50° à +600°C
|
|
Solda a Laser
|
-250° à +850°C
|
MONTAGEM
DO SENSOR
Para
uma correta medição, deve se considerar o dimensional do sensor que
estará imerso na área de medição, para que se possa dimensionar a
resistência (sensor) corretamente, deve-se buscar na montagem uma
boa transmissão de calor entre a proteção e o sensor e uma alta resistência
a vibrações. Deve-se evitar tensões nas conexões, buscar uma
perfeita isolação dos condutores para obter um produto final confiável,
estável e que tenha excelente repetibilidade.
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